Gerador SHA-1
O Gerador SHA-1 é uma ferramenta gratuita que converte uma cadeia de caracteres no respetivo hash SHA-1 de 160 bits, apresentado como 40 caracteres hexadecimais.
Para que serve o SHA-1?
O SHA-1 cria uma impressão digital de comprimento fixo a partir de dados de entrada com qualquer tamanho. O hashing SHA-1 é uma operação unidirecional, pelo que o resumo não contém uma cópia legível do texto original. Até uma pequena alteração nos dados de entrada produz um resultado diferente de 160 bits.
O SHA-1 foi concebido pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos e publicado pelo Instituto Nacional de Normas e Tecnologia em 1995. O nome significa Secure Hash Algorithm 1. Apesar de manter esta designação, o SHA-1 já não é considerado seguro contra ataques de colisão.
Uma colisão SHA-1 ocorre quando dois conjuntos de dados diferentes produzem o mesmo resumo. Os investigadores já demonstraram colisões SHA-1 na prática, pelo que o algoritmo está obsoleto para assinaturas digitais, certificados e outras situações em que um atacante possa alterar deliberadamente o conteúdo.
Como gerar um hash SHA-1?
Introduz a cadeia de caracteres exata que pretendes processar e consulta o valor hexadecimal de 40 caracteres no campo de resultado Hash SHA-1. O processamento é feito no servidor. Os dados introduzidos são enviados para o servidor através de HTTPS e não são armazenados.
Estes exemplos padrão mostram o formato esperado e como os dados de entrada afetam o resultado:
- A entrada abc produz a9993e364706816aba3e25717850c26c9cd0d89d.
- Uma sequência vazia de bytes produz da39a3ee5e6b4b0d3255bfef95601890afd80709.
- A entrada abc , com um espaço no fim, produz um hash diferente de abc.
O SHA-1 processa bytes, não caracteres legíveis por pessoas. Os espaços, a pontuação, as maiúsculas e as quebras de linha contam. Este Gerador SHA-1 processa os números introduzidos no campo de texto como caracteres, pelo que 123 corresponde aos três caracteres 1, 2 e 3.
Para usar SHA-1, os caracteres acentuados e não latinos têm primeiro de ser codificados como bytes. Dois sistemas podem produzir hashes diferentes para textos visualmente idênticos se utilizarem codificações de caracteres ou formas de normalização Unicode distintas. Ao comparar o resultado SHA-1 deste gerador com o de outro sistema, confirma que ambos utilizam a mesma codificação, normalmente UTF-8, e a mesma convenção de quebras de linha.
É possível desencriptar ou reverter um hash SHA-1?
Não. Um hash SHA-1 não pode ser desencriptado, porque o hashing não é encriptação e não existe uma chave de desencriptação. Em termos gerais, continua a ser computacionalmente impraticável recuperar dados de entrada originais arbitrários a partir do respetivo resumo.
O caso muda quando os dados de entrada são previsíveis. Um atacante pode calcular hashes SHA-1 para valores prováveis, obtidos de um dicionário ou de uma lista gerada, até encontrar uma correspondência. É por isso que não deves usar SHA-1 para armazenar palavras-passe, apesar de o resumo não poder ser simplesmente revertido.
Um ataque de colisão também não desencripta um hash. Encontra dois conjuntos de dados diferentes com o mesmo resumo, o que basta para comprometer assinaturas e verificações de integridade em contextos hostis.
Onde continua a ser usado o SHA-1?
O SHA-1 ainda aparece em somas de verificação sem risco de ataques deliberados, na deteção de duplicados e em sistemas que exigem compatibilidade com formatos antigos. A sua representação hexadecimal de 40 caracteres também pode ser encontrada em identificadores históricos de sistemas de controlo de versões e em registos de software arquivado.
- Somas de verificação: o SHA-1 consegue detetar alterações acidentais quando o resumo esperado provém de uma fonte de confiança. Não consegue comprovar a integridade se um atacante puder substituir tanto o ficheiro como o hash publicado.
- Desduplicação: pode ajudar a identificar registos ou ficheiros aparentemente idênticos quando a criação deliberada de colisões não faz parte do modelo de ameaça. Os sistemas que usam SHA-1 e não admitem qualquer colisão também devem comparar os dados subjacentes.
- Compatibilidade com sistemas antigos: algumas bases de dados, APIs e formatos de ficheiro exigem um valor SHA-1 existente. Cumprir esse requisito é legítimo, mas os novos sistemas devem usar um algoritmo atual.
Não uses SHA-1 simples para palavras-passe, assinaturas digitais, criação ou assinatura de certificados, geração de tokens de segurança ou autenticação, nem para registos de documentos resistentes a adulterações.
Estado de segurança do SHA-1 e alternativas
A resistência a colisões do SHA-1 está criptograficamente comprometida, pelo que o algoritmo está obsoleto para novos trabalhos sensíveis em termos de segurança. O seu resumo de 160 bits é mais curto do que os produzidos pelas variantes comuns de SHA-2 e SHA-3, mas o comprimento, por si só, não é o motivo para deixar de o usar. O fator decisivo são os ataques de colisão já demonstrados.
Usa SHA-256 ou SHA-512 para somas de verificação cujos valores esperados provenham de uma fonte de confiança, exceto quando uma especificação exigir outro algoritmo. A integridade autenticada requer um MAC adequado ou um esquema de assinatura digital. O SHA-3 é outra família atual. Se precisares especificamente de um resumo SHA-2 de 224 bits, o Gerador SHA-224 produz esse formato. Para palavras-passe, usa uma função dedicada de hashing de palavras-passe, como Argon2id, scrypt ou bcrypt, em vez de SHA-1.
Perguntas frequentes sobre o SHA-1
Um hash SHA-1 em maiúsculas é diferente do mesmo hash em minúsculas?
Não. As letras hexadecimais maiúsculas e minúsculas podem representar o mesmo valor de 160 bits. No entanto, um sistema que faça uma comparação de texto sensível a maiúsculas e minúsculas pode considerar as duas cadeias diferentes. Por isso, mantém o formato esperado por esse sistema.
Posso calcular o SHA-1 de um ficheiro com esta ferramenta?
Esta ferramenta calcula o hash de cadeias de caracteres e não permite carregar ficheiros. Para obter a soma de verificação de um ficheiro, usa um utilitário local, como sha1sum no Linux, ou um comando equivalente que leia diretamente os bytes do ficheiro. Não coles o conteúdo binário de um ficheiro no campo de texto deste Gerador SHA-1, porque alterações na codificação ou nas quebras de linha podem modificar o resultado.
O HMAC-SHA-1 também está comprometido?
Os ataques de colisão publicados contra o SHA-1 não comprometem diretamente o HMAC-SHA-1 da mesma forma, porque o HMAC usa uma chave secreta e uma construção distinta. Ainda assim, os novos protocolos costumam optar por HMAC-SHA-256 ou por outra alternativa atual, para evitar dependências de sistemas antigos e restrições impostas por políticas.
Adicionar um salt torna o SHA-1 seguro para palavras-passe?
Não. Um salt impede que palavras-passe idênticas partilhem o mesmo resumo SHA-1 armazenado e dificulta o uso de tabelas pré-calculadas, mas o SHA-1 continua a ser demasiado rápido para armazenar palavras-passe. Usa uma função de hashing de palavras-passe com um fator de trabalho configurável e um salt aleatório único.
Verificações finais
Antes de comparares o resultado SHA-1 deste gerador com outro hash, verifica se existem espaços ocultos, uma quebra de linha no fim, diferenças na codificação de caracteres ou alterações entre maiúsculas e minúsculas nos dados de entrada. Usa SHA-1 apenas quando um sistema existente o exigir ou quando a resistência a colisões não fizer parte dos requisitos de segurança. Em novos sistemas, escolhe um hash atual e resistente a colisões para somas de verificação de confiança, um MAC com chave para autenticar mensagens ou um esquema de assinatura digital adequado.
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